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terça-feira, 27 de janeiro de 2004

O MEDO CHEGA POR E-MAIL

Estive a fazer o levantamento de todas as merdas que me enviaram pela Internet e observei como elas mudaram a minha vida: Primeiro deixei de ir a bares e bailes com medo de me envolver com alguma mulher ligada a alguma quadrilha de ladrões de órgãos e que me roubem as córneas, me arranquem os dois rins ou até mesmo esperma deixando-me estiraçado dentro de uma banheira cheia de gelo com uma mensagem: "Chame o 112 ou morrerá".
Assim deixei também de ir ao cinema com medo de sentar-me numa cadeira com uma seringa infectada com o vírus da SIDA.
Depois parei de atender ao telefone para evitar que me pedissem para digitar *9 e minha linha ser "clonada" e eu ter de pagar uma conta telefónica astronómica.
Acabei por dar o meu telemóvel porque me iriam presentear com um modelo mais novo da Ericson, que nunca chegou. Então tive de comprar outro mas abandonei-o num canto com medo que as microondas me provocassem cancro no cérebro.
Deixei de comer vários alimentos com medo dos estrógenos. Parei de comer galinha e hambúrgueres porque eles não são mais que carne de monstros horríveis sem olhos, cabeludos e cultivados em laboratórios.
Deixei de ter relações sexuais por medo de comprar preservativos furados que me contagiem com alguma doença venérea.
Aproveitei e abandonei o hábito de beber qualquer coisa em lata para não morrer pela urina de rato.
Deixei de ir aos shoppings com medo que raptem a minha mulher e a obriguem gastar todos os limites do cartão de crédito ou coloquem alguém morto no porta bagagens do automóvel dela.
Eu também doei todas minhas poupanças à conta de Brian, um menino doente que estava a ponto de morrer umas 700 vezes no hospital.
Eu participei arduamente numa campanha contra a tortura de alguns ursos asiáticos aos quais iriam extrair a bílis, e contra o destruição da floresta amazónica.
Fiquei praticamente arruinado financeiramente por comprar todos os antivírus existentes para evitar que a maldita rã da Budweiser invadisse o meu computador ou que os teletubies se apoderassem do meu screensaver.
Deixei de fazer, beber e comer tantas coisas que quase morri desnutrido.
Cansei-me de esperar junto a minha caixa de correio os US$150.000 que a Microsoft e a AOL me mandariam na participação de rastreio de e-mails enviados.
Nem tão pouco chegou o telefone Ericson muito menos o bilhete para a Disneylândia.
Quis fazer o meu testamento e entrega-lo ao meu advogado para doar os meus bens para a instituição beneficente que recebe um centavo de dólar por cada pessoa que anota seu nome na corrente pela luta da independência das mulheres no Paquistão, mas não pude entregar porque tive medo de passar a língua sobre cola na borda do envelope e contaminar-me com as baratas
incubadas nela, como me tinham avisado por e-mail.
Também não ganhei um milhão de dólares, um Porshe e nem fiz sexo com a
Nicole Kidmann, que foram as três coisas que pedi como desejo quando recebi e caminhei o Tantra Mágico enviado pelo Dalai Lama lá da Índia.
E como se não bastasse acabei por acreditar que tudo de mau e de injusto que me aconteceu foi porque quebrei todas as correntes ridículas que me enviaram acabei sendo amaldiçoado.
Resultado: estou em tratamento psiquiátrico.

NOTA IMPORTANTE: Se você não enviar esta mensagem a pelo menos 10 pessoas, nada te acontecerá. No entanto as merdas, mentiras e idiotices continuarão a infernizar a sua vida por falta de informação e esclarecimento. Não se deixe influenciar por elas. Apague-as.
Se até as baleias podem ser salvas por que não a Internet.....Salvemo-nos...
P.S.: Fiquei também sem carro e sem carta porque deixei de parar nos sinais vermelhos, com medo que um amigável emigrante de leste, tocador de concertina, me assaltasse!!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2004

correio do dia:

Vai baixar o Preço do Combustivel

Ainda que não tenha automóvel, pode distribuir a seguinte mensagem aos seus amigos, para uma guerra de preços inteligente contra as companhias petrolíferas americanas. Dizem que os preços da gasolina vão subir, subir,.........
Querem que os preços baixem? Temos que actuar em conjunto e solidariamente.

Surgiu uma ideia genial, muito mais inteligente que a de não abastecer combustível num determinado dia.
As petrolíferas gozam e riem com estas decisões já que sabem que não podemos auto prejudicar-nos, recusando sistematicamente abastecer combustível.

A solução de não abastecer é um problema maior para nós do que para eles.

A proposta que damos a seguir pode ser de uma eficácia terrível se é aplicada de forma rigorosa, leiam a mensagem completa e unam-se a nós.

As companhias petrolíferas fazem crer que o custo da gasolina é imposto pela OPEP, mas na realidade são as petrolíferas que o impõem. Temos que tomar uma acção decidida e concertada para demostrar que são os compradores e não as petrolíferas que controlam o mercado.

A única maneira de ver o preço cair em flecha é a de provocar danos no bolso das petrolíferas, NÃO comprando a sua gasolina SEM nos prejudicar, á que necessitamos do nosso automóvel.

A proposta é esta:

NÃO COMPRAR NEM UMA GOTA DE GASOLINA ÀS 3 PETROLÍFERAS MAIS IMPORTANTES (que agora estão unidas) BP, ESSO E SHELL.

Se as mesmas não vendem serão obrigadas a baixar os preços e as outras petrolíferas serão forçadas a acompanhar a descida de preços.

Mas para criar impacto temos que sensibilizar os milhões de clientes BP, ESSO e SHELL em todo o mundo e esta é a forma de consegui-lo.

Esta mensagem foi transmitida a 30 pessoas, se cada uma enviar a 10 mais 30X1000) e estas por sua vez (300X10000) e assim sucessivamente ao sétimo envio terão sido enviadas a TRINTA milhões de consumidores.

terça-feira, 6 de janeiro de 2004

Pós Modernos

Quem ri por último, é retardado ou mongolóide!
Os últimos são sempre.... desclassificados!
Quem o feio ama, é porque vê mal como os cornos!
Deitar cedo e cedo erguer, dá... um sono do caraças!
Quem não arrisca... não se lixa.
Filho de peixe... é tão feio como o pai!
O pior cego é aquele que... se recusa a ter cão.
Quem dá aos pobres... é estúpido porque fica com menos.
Há males que vêm... para piorar.
Gato escaldado... morre, naturalmente!
Antes só do que... com 2 violadores numa cela.
Mais vale tarde do que... muito mais tarde.
Cada macaco... com a sua macaca.
Quem tem boca... pode ir ao dentista!
Águas passadas... já passaram.
Depois da tempestade... vem a porra da gripe!
Mais vale um pássaro na mão... que uma cagadela na cabeça.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2004

Movimento dos Sem Terra (MST)

O Movimento dos Sem Terra (MST) é reconhecido à escala mundial, quer pela violência e determinação das suas posições, quer pela miséria sofrida na pele dos Sem Terra.

Movimento dos Sem Terra (MST)


O Brasil sempre dispôs e continua a oferecer recursos naturais ilimitados se comparados com o resto do Mundo. Mas então o que falta fazer para usufruir deles? E atenção, usufruir com racionalidade e respeito pela natureza, característica fundacional do MST. Este Movimento aprendeu com os erros dos outros e não quer repetir essas falhas irreparáveis para a mãe natureza. O MST poderá muito bem ser um aliado de prestigio do governo de Lula da Silva. Trata-se já de uma Organização Não Governamental (ONG) e sem fins lucrativos que poderá reconduzir a política nacional em matéria de agricultura. Poderá muito bem estabelecer a ponte entre Brasil e o Mercosur e a UE.
Comer ou não comer ?
É a questão. De acordo com os sociólogos e nutricionistas, talvez não tenhamos tantas certezas quanto às respostas como seria de pensar. Está na moda sentar à mesa, durante as festas que se aproximam, com a TV à frente, comer uma boa refeição durante o jogo de futebol, desapertar o cinto e o botão das calças e arrotar por todo o lado com aquela dispepsia habitual.

Aquela má disposição cada vez mais se torna vulgar e já não é só durante as festas. No caso do povo americano e um pouco por todas as nações “desenvolvidas” as pessoas estão mais obesas que nunca. De acordo com dados da OCDE os cidadãos americanos são os mais obesos vindo logo a seguir na tabela, os britânicos.

A questão levanta-se: o que sucedeu para que tal acontecesse?

O facto daquele nos apetecer “aquele” hambúrguer deriva da necessidade psicológica criada pela publicidade, mais do que possamos admitir.

A culpa pode ser atribuída à expansão da indústria alimentar muitas vezes apresentada por cadeias sobejamente conhecidas espalhadas por todo o lado e com publicidade omnipresente e convidativa ao consumo proporcionando uma satisfação pessoal. Esta expansão interessa desde agricultores, produtores de fertilizantes até aos restaurantes, os quais necessitam de promover os seus produtos sempre em grandes quantidades e sempre maiores, mantendo-se competitivos, aumentando as vendas e mantendo os Srs accionistas satisfeitos.

No caso norte americano, a indústria alimentar proporciona 3.800 calorias per capita, o dobro das necessidades para a mulher e 1/3 a mais para o homem.

Com tanta oferta, a industria alimentar desenvolveu ferramentas para colocar os seus produtos junto dos seus clientes, nomeadamente as “soft-drinks” colocarem máquinas de venda automática nas escolas, chocolates, batatas-fritas “light” “sugar free”, induzindo as pessoas de que aqueles produtos não são prejudiciais à saúde ou são menos prejudiciais.

As pessoas estão a consumir cada vez mais esses produtos – “diet” e não “diet”. Há gostos para tudo.

Os norte americanos consomem anualmente 87 kgs per capita de carne vermelha, frango e peixe, mais 5 kgs do que 20 anos atrás. Surpreendentemente a média de adoçantes e açúcar refinado que cada americano usa são 68 kgs/ano, mais do que os 55 kgs em 1970. Este aumento de consumo significa que 30% da população é considerada obesa, o dobro do que se sucedia há 40 anos atrás. Este aumento generalizado de peso é transversal a todos os grupos etários, étnicos, religiosos, sociais, por rendimentos e regionais, embora alguns grupos sejam mais afectados. O nicho de mercado já está criado para os obesos: revistas de moda para os “tamanhos largos” das senhoras e “fortes e altos” para os homens.

O que é facto é que as pessoas necessitam de tomar consciência dos riscos que correm. Enfartes do miocárdio aos 30? Diabetes (a doença do “bem-estar”), cancro e hipertensão, são doenças que podem estar relacionadas com obesidade.

O custo total das despesas de saúde relacionadas com as doenças aqui descritas, provenientes dos maus hábitos de alimentação, tais como consultas médicas, tratamentos de emagrecimento, medicamentos, está a pesar no orçamento do Estado.

Mas as pessoas continuam a comer cada vez mais, por exemplo já para o próximo “reveillon” o que ressalta dos vários programas são as ementas de cada restaurante ou hotel. Mas afinal vamos comemorar a passagem de ano ou vai ser mais um jantar bem regado igual a tantos outros ? Ainda bem que vou levar comigo as pastilhas para facilitar a digestão.

A obesidade é já considerada uma doença crônica semelhante à asma ou paralisia cerebral e mesmo um problema de saúde pública.

Os doentes de asma consultam os médicos. Os obesos, a menos que tenham problemas sérios de saúde, raramente consultam o médico.

A obesidade é hoje reconhecida pela OMS como uma nova patologia que importa prevenir e combater considerando as implicações prejudiciais que ela tem para a saúde.

A OMS define obesidade como “uma doença em que o excesso de gordura corporal acumulada pode atingir graus capazes de afectar a saúde, tanto mais que uma vez instalada, tende a auto perpetuar-se, constituindo uma verdadeira doença crónica.

IMC – índice de massa corporal

Ao contrário da asma, a obesidade é uma doença que pode cuja solução, na maioria dos casos, se poderá resolver através de regimes alimentares e prática de exercício físico, apesar de termos a publicidade afiada e apostada em nos fazer mudar de ideias. A rápida satisfação proporcionada por uma pizza ou hambúrguer não de fácil controlo.

Este facto também é válido para a cozinha mediterrânica que apesar de ser mais saudável também pode ser prejudicial se consumida em excesso. E é de excessos de que se trata.

Há quem acredite que o fim à obesidade possa comprometer a economia nacional. Se a agricultura conseguiu produzir a custos mais baixos devido à mecanização agrícola, também é verdade que pelo facto dos produtos finais se tornarem mais baratos, aumentou o seu consumo.

Será que a obesidade é um efeito secundário do desenvolvimento económico?

Gordura já não é formosura: É dinheiro.

Existindo uma população obesa e que necessita de mais calorias para se sentir satisfeita e manter o peso, a indústria alimentar torna-se ainda mais promissora.