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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

The passion of Norberto Claro

Norberto Claro, 80, portuguese, a retired auto mechanic, fills his days giving life to small portuguese models of Electrical Tramways and boats scale.

tramway modeller
Norberto Claro - tramway modeller

Oporto Electric Tramway
Oporto Electric Tramway



These models and works are developed with great love and detail. Obey the rigor of the specimens exhibited in the Museu do Carro Electrico da Cidade do Porto (Museum of the Electric's Car - Oporto).

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Seroes da Bonjóia - tertulias à moda do Porto


Conferencias, encontros, conversas, concertos e debates. O formato não é o mais importante, desde que se recriem as tertúlias à moda do Porto, tão popular no passado e que agora são revividas todas as quinta-feiras na Quinta da Bonjóia.
Teatro, dança, poesia, música têm cativado ao longo da última década cada vez mais portuenses.
Dirigido ao público em geral, os "Serões da Bonjóia" têm entrada livre, apenas sujeita à lotação da sala.
Em www.bonjoia.org estão disponíveis todas as informações sob as tertúlias.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Cheiro a bacalhau

O Manel meteu pela rua dos Caldeireiros e ao sentir o cheiro a bacalhau com  grão das tascas da zona medieval, a sua alma elevou-se aos céus. 

cheiro a bacalhau nas tascas do Porto

A maior invenção nacional, nem protegida nem subsidiada, a tasca, a tal do copinho de vinho branco, pastéis de bacalhau e chouriço assado em aguardente. Um grau acima de taberna, um grau abaixo de restaurante, nem mais.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

A festa continua

A festa continuou durante muito mais tempo. Quando a comida e a bebida acabaram, um grupo de jovens e elegantes donzelas entre as quais aquela que me tinha trincado a barba, entrou no circulo e iniciou uma dança frenética, na qual não paravam de mexer os ombros.

Nunca teria imaginado que pudessem mover-se de forma tão furiosa velocidade e daquela prodigiosa maneira como se estivessem desarticuladas. A música corria a um ritmo simples cadenciada por um tambor ao qual pois se juntou outro e outro e mais outro até que a cadência se tornou imparável e hipnótica. 
E a festa continuou noite dentro.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Um dia na praia

Naquela tarde, lá estavam as duas raparigas com as seis crianças, a mais magra com o mesmo fato de banho azul-escuro, cortado a direito sobre o cimo das coxas à frente, mas um pouco mais subido atrás, seguindo as suaves linhas das nádegas. A outra rapariga estava com uma touca de banho amarelo-clara e até parecia envolvida numa auréola, quando vista da areia.

Um dia na praia
Um dia na praia


Nesse dia tinham levado uma chapéu-de-sol azul às riscas verdes, à sombra do qual se via uma enorme lancheira e uma arca térmica. As crianças correram para a água, equipadas com braçadeiras cor-de-laranja.

sábado, 24 de agosto de 2013

A tua personalidade

Tens necessidade que os outros gostem de ti e te admirem, mas tens tendência para ser demasiado critico contigo mesmo. Embora tenhas algumas fragilidades na personalidade, em geral és capaz de as compensar. Tens um enorme potencial que ainda não aproveitaste. Embora pareças disciplinado e controlado por fora, interiormente tens tendência para te sentires preocupado e inseguro. 

A tua personalidade
A tua personalidade

Tens muitas vezes sérias dúvidas se tomaste a decisão certa ou fizeste o que devias. Aprecias uma certa quantidade de mudança e variedade e ficas insatisfeito quando te vês rodeado de restrições e limitações. Tens muito orgulho por seres um pensador independente e não aceitares declarações dos outros sem provas suficientes. 
Mas descobriste que era pouco sensato seres demasiado franco ao revelares-te aos outros. Por vezes és extrovertido, afável e sociável, enquanto noutras ocasiões és introvertido, cauteloso e reservado. Algumas das tuas aspirações tendem a ser pouco realistas.

sábado, 17 de agosto de 2013

Comigo, o Facebook não vai à praia!

Vivemos num tempo onde o Facebook é quase universal, é difícil para muitos da nossa geração imaginar as suas vidas sociais, sem as redes sociais. Até o Papa Francisco recomenda a sua utilização.

Papa Francisco recomenda o uso das redes sociais


A maioria das pessoas só conhece uma ou duas pessoas que não têm contas no Facebook, mas também é verdade que muitos dos "amigos do Facebook" são virtuais. 

Essa preocupação é demonstrada pelo Facebook, quando de adiciona um novo amigo e nos perguntam se conhecemos aquele amigo fora do Facebook.

No início de dezembro de 2012, o tráfego do Facebook foi calculado em cerca de 1,4 milhões de utilizadores.

Compreender esse número requer um pouco de contexto: o Facebook tem mais de 167 milhões de utilizadores nos Estados Unidos.

Por isso, em sentido relativo, perder apenas um milhão e meio utilizadores não é nada caso para alarme. Mas em sentido absoluto significa metade da população do norte de Portugal em apenas num mês.

Certamente todos nós conhecemos pelo menos uma pessoa dentro de nossas várias redes e círculos sociais que estão ativamente a fazer uma pausa no Facebook, ou apagar os seus perfis por uma miríade de razões. 

Conforme o tempo vai passando, eu posso imaginar os meus amigos cada vez mais divertidos em provocar uma pausa no Facebook, pelo menos uma vez, mesmo que por um período limitado de tempo. 

Esta recente tendência de paragem está em forte contraste com Facebook de apenas 3 anos atrás, quando estava registava um forte e consistente crescimento. 

Duas ideias podem estar contribuindo a recente tendência de declínio de popularidade do Facebook.


1. Saturação do mercado

As pessoas que fazem pausas no Facebook não são novidade.

Hoje em dia o Facebook está saturado de publicidade que as empresas pagam bem mas os utilizadores não prestam atenção, por uma razão simples: os utilizadores estão no Facebook para contatar com os seus amigos e não estão dispostos a clicar em publicidade.

O Facebook atingiu ou está prestes a atingir o ponto de saturação.

Alguns especialistas em tecnologia estimam que a quota de mercado de media social do Facebook pode ser tão alta quanto 80%, ou seja, que 80% dos utilizadores que potencialmente usam o Facebook já o utilizam. 


2. Pressão para rentabilizar

Apesar do Facebook ser gratuito (apesar de ter sido anunciado que o Facebook iria ser pago), tem que gerar lucro. 
Os utilizadores do Facebook devem ter notado as mudanças recentes que visam gerar dinheiro: os próprios utilizadores podem agora pagar uma taxa para promover um post específico para os seus amigos e restante comunidade do Facebook, aumentando assim a visibilidade do post.

Quando eu fizer uma pausa nas redes sociais e por isso já desinstalei as apps do telemóvel (tornam o telemóvel mais lento e não me deixam dar um mergulho na praia), geralmente é porque as interações com as redes deixaram de ter significativo para mim. 

Na minha experiência pessoal, passar tempo com amigos e família cara a cara é mais agradável, mais íntimo, mais pessoal, e finalmente, exige que todos devemos estabelecer prioridades na nossa vida social. 

O lembrete do Facebook do aniversário de alguém que não conheço pessoalmente e a quem já dei os parabéns não teve qualquer retorno.

A página do Facebook da mulher sexy que já leva com meio milhão de "GOSTO" nada acrescentou à minha felicidade.

Afinal o Facebook serve para me afastar dos meus amigos reais.

Esta é a razão pela qual os meus amigos do Facebook já repararam que a minha frequência no Facebook diminuiu.

Agora experimentem: vai dar um passeio à beira-mar ou na montanha.

E agora está na hora da minha aula de surf. 

aula de surf
aula de surf

Até breve.

sábado, 3 de agosto de 2013

Coutadas Reais no Antigo Regime

Se as coutadas reais e senhoriais permitiram salvaguardar grande parte do património florestal de que hoje somos herdeiros, no Antigo Regime, a coutada representa a fórmula de domínio senhorial que impõe maior número de condicionantes à sobrevivência dos camponeses.

Coutadas Reais
Coutadas Reais


Na medida em que mantém os ónus sobre a produção agrícola e, às comunidades inseridas nas coutadas, interdita, simultaneamente, a utilização dos recursos da floresta que servem de complemento à atividade agrícola e pecuária, agrava fortemente as condições de subsistência no meio rural.   

domingo, 28 de abril de 2013

Erro de português na ARA

Espontaneidade: qualidade de espontâneo; naturalidade; qualidade do que procede voluntariamente

Mas na publicidade da ARA não é assim:

ESPONTANIEDADE É A NOVA TENDÊNCIA na ARA

Antes o Acordo Ortográfico que os erros de português da ARA.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

VÍDEO: Golfistas profissionais fazem vídeo insólito para reunir donativos

Decidiram chamar-se Golf Boys e fizeram um vídeo divertido para angariarem fundos. A canção tornou-se um fenómeno viral na internet e já soma mais de 6 milhões de visualizações.


quinta-feira, 11 de abril de 2013

Nulidade do ato de avaliação de Miguel Relvas - Parte 10

11. Na esteira do referido no ponto 9, a equipa inspetiva apresentou as seguintes propostas:

1. Que, nos termos do no1 do artigo 15 do Decreto-Lei no 276/2007, de 31 de julho, seja a presente informação remetida, para homologação, a Sua Excelência o Ministro da Educação e Ciência;

2. Que a acão de acompanhamento a realizar na ULHT, em cumprimento do despacho de S. Exa. o Ministro da Educação e Ciência, exarado em 24 de outubro de 2012, sobre a lnformacão no l/04054/SC/12, de 9 de outubro de 2012, referente ao processo no 11.03.01/00900/SC/12 - Ação de controlo aos procedimentos de creditação na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT), seja alargada à análise e verificação das decisões e medidas corretivas implementadas, na sequência das recomendações formuladas na proposta de Informação no I/04644/SC/12, de 27 de novembro de 2012, designadamente:

a) Assegurar a disponibilização, aos membros dos órgãos da ULHT e das respetivas unidades orgânicas, da informação necessária à clarificação da totalidade das circunstâncias e matérias sujeitas à sua apreciação, garantindo, assim, a posse de todos os pressupostos de facto e de direito, efetivamente relevantes, requisito indispensável à validade da pronúncia dos órgãos;

b) Garantir que as normas de desenvolvimento, que eventualmente careçam de ser aprovadas por referência às especificidades atendíveis de cada curso, respeitam integralmente as regras e princípios reguladores da avaliação dos estudantes, consagrados nos regulamentos gerais da ULHT, aprovados em respeito pela margem de autorregulacão, legalmente consagrada às instituições de ensino superior

c) Garantir a intervenção, dos órgãos legal, estatutária e regulamentarmente competentes, na deliberação das matérias de avaliação do aproveitamento dos estudantes, quer no que se refere a normas gerais quer a eventuais normas de desenvolvimento;

d) Implementar mecanismos de controlo interno que garantam o escrupuloso cumprimento, pela totalidade dos docentes, dos normativos em vigor, designadamente, no que se refere aos métodos de avaliação, assegurando a igualdade de tratamento dos estudantes inscritos em cada unidade curricular;

e) Determinar procedimentos internos, reguladores da preservação e registo dos suportes documentais da avaliação, inscrita em pauta e constante do sistema informático, por referência a cada aluno;

f) Estabelecer procedimentos que assegurem que as classificações dos estudantes são lançadas no sistema informático e subscritas em pauta pelos docentes que, efetivamente, procedem a avaliação;

g) Garantir que os processos individuais dos estudantes integram suportes documentais referentes a formalização e fundamentação das decisões proferidas, por órgãos competentes, na resolução dos incidentes que possam carecer da sua intervenção, com especial rigor no que se refere a avaliação dos estudantes. 3. Que, após homologação da presente informação, seja a mesma remetida, nos termos dos artigos 51o e 52o do Estatuto dos Tribunais Administrativos e Fiscais, artigo 3o, no 1, alínea a) do Estatuto do Ministério Público e do artigo 134o, no 2 do Código do Procedimento Administrativo, ao Ministério Público junto do Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, para que seja declarada a nulidade do ato de avaliação de Miguel Fernando Cassola de Miranda Relvas, na unidade curricular de Introdução ao Pensamento Contemporâneo, em época de exame, de 2006/2007, com todas as consequências legais daí decorrentes, designadamente a declaração da nulidade do grau académico de licenciado em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT). 4. Que, em cumprimento do no 5 do artigo 15o do referido Decreto-Lei no 276/2007, de 31 de julho, seja a presente informação enviada aos Responsáveis da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, para conhecimento.”

12. Da apreciação efetuada, julgo ser de acompanhar a posição perfilhada pela equipa inspetiva, concordando com as propostas formuladas nos pontos 1, 2, 3 e 4 que antecedem, atentos os fundamentos de facto e de direito que as suportam, sublinhando, ainda, que o ato de avaliação do aluno, ao configurar um ato nulo nos termos do arto 133o no1 e seguintes do CPA, acarreta a nulidade da certificação da conclusão do curso de Ciência Politica e Relações Internacionais. 

Nulidade do ato de avaliação de Miguel Relvas - Parte 9

10. No entanto, importa ainda sublinhar que a argumentação aduzida pela ULHT no ponto 6 relativamente à validade do ato avaliativo do aluno no 20064768 não colhe.

Contrariamente ao afirmado em sede de pronúncia, o ato encontra-se inquinado de ciclo de violação de lei, por erro nos pressupostos de facto e de direito. Com efeito: Este aluno foi avaliado pelo então Reitor da ULHT, Diretor do curso de licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais e regente da unidade curricular introdução ao Pensamento Contemporâneo, com base na análise e discussão oral de sete artigos de jornal da autoria do aluno, publicados em diferentes órgãos de comunicação social, entre os anos de 2003 e 2006, em fase de exame, sem que tivesse realizado qualquer prova escrita, segundo o atestou aquele docente, em 29 de setembro de 2012.

O aluno não foi avaliado pelo docente responsável pela docência da turma TPO1CPOL, em que estava inscrito, nem de acordo com a metodologia usada pelo docente na avaliação dos restantes alunos da turma.

Acresce que não existe registo de frequência de aulas, em qualquer turma, na referida unidade curricular. A unidade curricular de Introdução ao Pensamento Contemporâneo integra o piano curricular da licenciatura em Ciência Política e Relações internacionais da ULHT, aprovado pelo Despacho no 13426/2008, de 22 de junho de 2006, publicado no D.R, no 92, 2a série, de 13 de maio de 2008, a que correspondem 5 ECTS (fls. 486 a 489).

No decurso da sua atividade docente na ULHT os docentes do curso de Licenciatura em Ciência Politica e Relações internacionais, ouvidos em auto, sempre utilizaram provas escritas em época de exame, como método de avaliação, dispensando os alunos apenas da realização de provas orais, e não conhecem qualquer norma ou orientação que os fizesse afastar esse método, nem outros docentes que tenham adotado esta prática, na avaliação dos seus alunos em época de exame. Esta prática decorre do cumprimento do estatuído na norma contida no no3 do artigo 63, integrado na Secção IV “Regime de avaliação. Princípios gerais” do capítulo VI “Regime geral dos cursos”, dos Estatutos da ULHT, em vigor à data, que integra previsão idêntica à consagrada no no 2 do artigo 4 do Regulamento de Avaliação de Conhecimentos da ULHT, impondo a realização de prova escrita na fase de avaliação por exame final.

Contrariamente, na avaliação do aluno no 20064768 não foram observadas as disposições legais aplicáveis, na matéria, à data da prática dos factos. O método de avaliação utilizado pelo Professor Fernando Santos Neves, surge associado a “avaliação final por exame”, previsto em regra constante de documento, com a designação de Regulamento Pedagógico do Curso de Ciência Política. O Regulamento Pedagógico do Curso de Ciência Política foi exclusivamente aprovado por este docente na qualidade de Reitor, em 2006, sem a intervenção do conselho Pedagógico do curso nem do Conselho Pedagógico da Universidade.

Pretender fundamentar-se a validade do ato avaliativo com as normas contidas no Regulamento Pedagógico do Curso de Ciência Política, aprovado pelo Despacho Reitoral no 79/2006, de 20 de dezembro, enquanto norma especial que derrogou os normativos aplicados na avaliação dos alunos do curso de Ciência Politica e Relações Internacionais, carece de sustentação. Na verdade não se encontra no Regulamento Pedagógico do Curso nenhuma referência à sua especialidade ou qualquer outro conteúdo que a justifique e permita concluir pela relação de especialidade entre as normas que integra e as normas do Regulamento de Avaliação da ULHT.

O ato de avaliação do aluno no 20064768 na unidade curricular de Introdução ao Pensamento Contemporâneo encontra-se inquinado do ciclo de violação de Iei, gerador de nulidade, por falta de elementos essenciais subjacentes à sua prática, como sobejamente demonstrado, integrando a previsão constante da cláusula geral do artigo 133 no1 do CPA, o que determina, designadamente, a não realização pelo aluno da totalidade do número de créditos (180) necessários à obtenção do grau de Licenciatura, faltando-lhe 5 créditos ECTS, correspondentes a unidade curricular de introdução ao Pensamento Contemporâneo. Importa, ainda, referir o regime Jurídico dos atos nulos previsto no artigo 134 do CPA.

Tais atos não produzem efeitos nem são constitutivos de direitos (no 1) tendo por base a sua total improdutividade jurídica ab Initio, acarretando a nulidade dos atos consequentes que além de insanáveis (arto 137, no 1) são insuscetíveis de revogação (alínea a) do no 1 do artigo 139).

Em função da aplicação do regime jurídico do ato nulo, a pretensa validação do ato avaliativo, operada em 6 de dezembro de 2012, por deliberação do Conselho Pedagógico da ULHT, é igualmente nula, ficando, por essa razão, consequentemente prejudicada a apreciação do mérito da argumentação apresentada pela ULTH nos pontos 6.5 a 6.8.

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Nulidade do ato de avaliação de Miguel Relvas - Parte 8

8. Reportando-se à pronúncia, a equipa inspetiva assinalou, por um lado, que a ULHT não prestou qualquer informação quanto a aspetos mencionados na informação que careciam de esclarecimento, nem quanto à recomendação, constante da alínea c) do cap. V da proposta de informação no l/04644/SC/12, de 27 de novembro de 2012, cujo teor transcreve: “Assegurar a disponibilização, aos membros dos órgãos da ULHT e das respetivas unidades orgânicas, da informação necessária à clarificação da totalidade das circunstâncias e matérias sujeitas à sua apreciação, garantindo, assim, a posse de todos os pressupostos de facto e de direito, efetivamente relevantes, requisito indispensável à validade da pronúncia dos órgãos”. 

9. E, por outro, procedeu à análise detalhada dos factos apurados no âmbito da ação de controlo, em apreço, providenciando o enquadramento jurídico adequado. Na decorrência da apreciação realizada concluiu pelo expresso de fls. 57 a 68, que aqui se dá por integralmente reproduzido.


Nulidade do ato de avaliação de Miguel Relvas - Parte 7

7. No que concerne aos restantes aspetos, a que se faz alusão, na proposta de informação submetida a contraditório, e relativamente aos quais foram enunciadas recomendações, (alíneas e) a i) do cap. V), a ULHT informou das decisões e medidas corretivas entretanto implementadas. Assim:

7.1. Confirma que o exercício da competência, por parte dos órgãos legal, estatutária e regulamentarmente competentes, “se encontra atualmente assegurado...”, no que diz respeito à sua intervenção na deliberação das matérias de avaliação do aproveitamento dos estudantes, quer no que se refere a normas gerais quer a eventuais normas de desenvolvimento;

7.2. Informa que estas matérias, contempladas no Regulamento Geral de Avaliação da ULHT, aprovado pelo despacho reitoral no 126/2010, de 15 de junho, irão ser desenvolvidas e articuladas “sistematicamente, ate ao final do mês de janeiro de 2013, com todos os regulamentos de avaliação em vigor na Universidade”;

7.3. Atesta que já “se encontram institucionalmente estabelecidos e em funcionamento” mecanismos de controlo interno que garantem o escrupuloso cumprimento, pela totalidade dos docentes, dos normativos em vigor, designadamente, no que se refere aos métodos de avaliação, assegurando a igualdade de tratamento dos estudantes inscritos em cada unidade curricular;

7.4. Esclarece que “mereceu já acolhimento por via das definições constantes do procedimento P.SA.6.1 “, datado de 5 de dezembro de 2012, cuja cópia envia em anexo, a recomendação, relativa à determinação de procedimentos internos, reguladores da preservação e registo dos suportes documentais da avaliação, inscrita em pauta e constante do sistema informático, por referência a cada aluno;

7.5. Informa que “já está ser observada por via das definições constantes do procedimento P.SA.6.1... e ainda do procedimento P.SA.6.2”, ambos datados de 5 de dezembro de 2012, a recomendação relativa ao estabelecimento de procedimentos que assegurem que as classificações dos estudantes são lançadas, no sistema informático, e subscritas em pauta pelos docentes que, efetivamente, procedem à avaliação;

7.6. Comunica que se encontra “garantida por via do procedimento P.SA.6.2” que os processos individuais dos estudantes integram suportes materiais referentes à formalização e fundamentação das decisões proferidas, por órgãos competentes, na resolução dos incidentes que possam carecer da sua intervenção, com especial rigor no que se refere à avaliação dos estudantes. 


Nulidade do ato de avaliação de Miguel Relvas - Parte 6

6. Suportada na documentação elencada, a ULHT veio alegar que:

6.1. “...o ato de avaliação do aluno no 20064768 não padeceu de qualquer ilegalidade material, designadamente do vício de violação da Lei, no caso violação da norma regulamentar inscrita no aludido Regulamento de Avaliação de Conhecimentos da ULHT aprovado em 6 de setembro de 2006 pelo despacho reitoral no 48/2006, de acordo com a deliberação do Conselho Pedagógico da Universidade, de 29 de Setembro de 2005.”

6.2. “...não existe qualquer hierarquia interna entre as normas regulamentares emanadas pelas entidades públicas ou privadas admitidas por lei a produzi-las.”

6.3. “...pode livremente substituir total ou parcialmente um Regulamento por outro, no caso, o Regulamento de Avaliação pelo Regularmente Pedagógico do Curso de Ciência Política”, ao abrigo da competência regulamentar concedida.

6.4. “O referido Regulamento Pedagógico é norma especial relativamente ao Regulamento de Avaliação e norma posterior, derrogando este último para o caso especial da avaliação no Curso de Ciência Política.”

6.5. “...o ato de avaliação do aluno padecia apenas de uma irregularidade formal, pois que o Regulamento Pedagógico do Curso de Ciência Política, aprovado pelo Despacho Reitoral no 79/2006, de 20 de dezembro, não fora elaborado pelo Conselho Pedagógico desta unidade orgânica. Mas tal vício, não incidindo sobre uma formalidade essencial do ato, foi entretanto sanado por ratificação do aludido Conselho Pedagógico, com efeitos que retroagem à data do ato ratificado, ou seja 20 de dezembro de 2006, data da aprovação pelo Reitor do invocado Regulamento Pedagógico do Curso de Ciência Política...”

6.6. “...o ato de avaliação favorável do ex-aluno no 20064768 na unidade curricular de Introdução ao Pensamento Contemporâneo e consequente atribuição do grau de licenciado é constitutivo de direitos pelo que, mesmo que fosse inválido, não poderia ser agora revogado pela ULHT por ter decorrido o prazo dentro do qual o poderia ser.”

6.7. Este ato “...fica sujeito ao regime da sua (relativa) irrevogabilidade constante do artigo 141o do CPA, pelo que se a ULHT retirasse agora o grau de licenciado ao interessado, mediante ato (secundário) de alcance revogatório, em consequência da ilegalidade do ato de avaliação na unidade curricular em causa, estaria a revogar um ato constitutivo de direitos já praticado.”

6.8 “...foi aprovado pelo Conselho Pedagógico da ULHT, realizado em 6 de dezembro último, a seguinte deliberação: confirmação e ratificação da avaliação do ex-aluno no 20064768 à unidade curricular de Introdução ao Pensamento Contemporâneo, do Curso de Ciência Política e Relações Internacionais, com a consequente confirmação da obtenção do grau de licenciado pelo mesmo aluno no respetivo curso...”


Nulidade do ato de avaliação de Miguel Relvas - Parte 5

5. Através do ofício no 1338/DIR/RE1/EC (fis. 427 a 432), de 10 de dezembro, a instituição exerceu o seu direito de contraditório remetendo, em anexo, a seguinte documentação:
5.1. Cópia da ata da reunião do Conselho Pedagógico da Faculdade de Ciência Política, Lusofonia e Relações Internacionais da ULHT, realizada em 6 de dezembro de 2012, na qual foi deliberada a sanação, por ratificação, da irregularidade formal de que padecia o Regulamento Pedagógico do Curso de Ciência Política, aprovado pelo despacho reitoral n.o 79/2006, de 20 de dezembro, com efeitos que retroagem à data do ato ratificado (fls. 433 a 437).

5.2. Cópia da ata da reunião extraordinária do Conselho Pedagógico da ULHT, realizada em 6 de dezembro de 2012, na qual foi deliberada a confirmação e ratificacão da avaliação do ex- aluno no 20064768, na unidade curricular de Introdução ao Pensamento Contemporâneo do Curso de Ciência Política e Relações Internacionais, com a consequente confirmação da obtenção, pelo mesmo, do grau do Licenciado (fls. 438 a 445).

5.3. Cópia do Despacho Reitoral no 569/2012, de 7 de dezembro, declarando, face às deliberações, de 6 de dezembro de 2012, dos Conselhos Pedagógicos da Faculdade de Ciência Política, Lusofonia e Relações Internacionais e da ULHT, a sanacão definitiva “...das irregularidades referidas no Relatório da lnspeção-Geral da Educação e Ciência relativas ao Processo no 11.03.01/01198/SC/12” (fls. 446).

5.4. Cópia do Despacho Reitoral no 126/2010, de 15 de junho de 2010, que procede à alteração do Regulamento Geral de Avaliação de Conhecimentos dos cursos de licenciatura (1o ciclo), dos mestrados integrados (1o+2o ciclos) e da parte curricular dos mestrados (2o ciclo) integrados da ULHT, aprovado pelo despacho reitoral no 115/2009, de 10 de julho (fls. 447 a 471).

5.5. Cópia do Procedimento no P.SA.6.1. (Manual de Procedimentos), de 5 de dezembro de 2012 - Lançamento de Notas (fls. 472 a 477). 5.6. Cópia do Procedimento no P,SA.6.2, (Manual de Procedimentos), de 5 de dezembro de 2012 - Reabertura de Pautas (fls. 478 a 485). 


Nulidade do ato de avaliação de Miguel Relvas - Parte 4

3. Por despacho da Sr.a Chefe da Equipa Multidisciplinar do Ensino Superior e Ciência datado de 19.02.2012, foi determinado que a signatária emitisse parecer, pelo que cumpre emiti-lo. Assim:

4. Iniciada a ação, a equipa inspetiva providenciou pela realização das diligências instrutórias, relatadas no Cap. II do elemento Informativo l/00805/SC/13, de 14 de fevereiro de 2013, para as quais se remete e dão aqui por integralmente reproduzidas, tendo concluído, em decorrência da análise dos factos apurados, pelo explanado na proposta de informação n.o I/04644/SC/12, datada de 27 de novembro, a qual foi enviada, através dos ofícios n.o S/11267/SC/12 e S/11270/SC/12, respetivamente, de 28 de novembro de 2012, ao Sr. Reitor da ULHT e ao Presidente da direcão da COFAC, entidade Instituidora da Universidade, para efeitos de pronúncia.

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Nulidade do ato de avaliação de Miguel Relvas - Parte 3

2. A referida ação foi proposta na sequência das verificações efetuadas no âmbito da acção de controlo aos procedimentos de creditação na ULHT (processo n.o 11.03.01/00900/SC/12) que evidenciavam um conjunto de situações, associadas ao processo de creditação e certificação do referido estudante, e à premência de dar resposta às dúvidas, publicamente suscitadas, acerca da regularidade do grau académico que lhe foi conferido, pela ULHT.

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Nulidade do ato de avaliação de Miguel Relvas - Parte 2

1. Em cumprimento do despacho do Senhor Inspetor-Geral da Educação e Ciência, datado de 8 de outubro de 2012, exarado sobre a Informação I/04129/SC/12, foi realizada uma ação de controlo aos procedimentos de aprovação do aluno n.o 20064768, nas unidades curriculares que teve de realizar para a conclusão do curso de Licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT). 

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Nulidade do ato de avaliação de Miguel Relvas - Parte 1

Assunto: 

AÇÃO DE CONTROLO AOS PROCEDIMENTOS DE APROVAÇAO DO ALUNO N.o 20064768 NAS UNIDADES CURRICULARES QUE TEVE DE REALIZAR PARA A CONCLUSÃO DO CURSO DE LICENCIATURA EM CIÊNCIA POLÍTICA E RELAÇÕE5 INTERNACIONAS DA UNIVERSIDADE LUSÓFONA DE HUMANIDADES E TECNOLOGIAS (ULHT).

sexta-feira, 29 de março de 2013

Eleições no Sindicato Bancarios Norte SBN

No próximo dia 9 de abril irão decorrer as eleições para os Orgãos Sindicais no
Sindicato dos Bancários Norte em Portugal.

Sindicato dos Bancários do Norte
Sindicato dos Bancários do Norte

Os Bancários de Portugal vão concorrer pela Lista "i", afirmando-se como independentes.

Veja o apelo ao voto:


quinta-feira, 21 de março de 2013

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Ristorante Casa Bonita, Veneza - dicas e avaliações sobre restaurantes - TripAdvisor

http://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g187870-d1657131-Reviews-Ristorante_Casa_Bonita-Venice_Veneto.html

domingo, 10 de março de 2013

Filhos da violência

Todas as crianças têm direito a crescer com amor, sob o cuidado dos pais.Mas nem sempre é assim. Em 42% dos casos de agressões entre casais, há miúdos no meio, a assistir na primeira fila, e a sofrer em silêncio.

sábado, 9 de março de 2013

Salário Mínimo

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Autarcas surpreendidos com número de sobreiros a abater para nova barragem

Os presidentes das Câmaras de Sever do Vouga e Oliveira de Frades ficaram "surpreendidos" com a notícia do abate de 3.200 sobreiros para construir a barragem de Ribeiradio-Ermida, mas ambos recordaram que a EDP prometeu uma replantação.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Porto com Histórias

Estudos e Histórias sobre a cidade do Porto em Portugal na Europa

mapa da cidade do Porto de 1855
mapa da cidade do Porto de 1855


http://porto-com-historias.blogspot.pt



Nicolau Nasoni na cidade do Porto

"Para se fazerem logo com perfeição e acerto, todas as obras, e se evitar o perigo de se desmancharem e fazerem 2ª vez por falta de preverem erros, vieram não só de Lisboa, mas de outros Reynos, arquitectos, e M.es peritos nas artes a q erão respectivas as obras.

fonte:


terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Porto com histórias





DOMINGO, 30 DE DEZEMBRO DE 2012


Igreja e Torre dos Clérigos no Porto Portugal

Num velho papel do Cabido da Sé do Porto, em que se alude às grandes, infelizes, mas bem conhecidas obras que o mesmo Cabido mandou executar na Catedral portuense, nos primeiros anos da Sé-Vaga 1717-1741, pode ler-se:

"Para se fazerem logo com perfeição e acerto, todas as obras, e se evitar o perigo de se desmancharem e fazerem pela 2ª vez por falta de preverem os erros, vieram não só de Lisboa, mas de outros Reynos, arquitectos, e M. peritos nas artes q erão respectivas as obras. Veyo Niculau Nazoni arquitecto, e pintor Florentino exercitadoem Roma, donde foy chamado a Malta pª pintar o Pallacio do Grão M(estre)..."

fonte:
(http://porto-com-historias.blogspot.pt)